sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

Quem sou eu?

Mentalização com um tipo de bhútha shuddhí: pritivi -> apas -> agni -> vayú -> ákasha

Intentar pelo meio racional trancender o ego com a pergunta: quem sou eu?

A resposta instintiva foi responder com meu nome, mas se colocássemos este nome em outra pessoa ela não teria as mesmas características que eu. Logo meu nome não sou eu: nêti nêti.

Quem sou eu?

Minha profissão. Mas existem inúmeros profissionais fazendo a mesma coisa e nem por isso eles são eu. Nêti, nêti.

Quem sou eu?

Meu próprio ego... Mas o que é meu ego? Um conjunto de características que compoem o eu. Que características são essas? Minha profissão, minhas ações, minha vida. Seria o ego um acúmulo de opções e ações que tomei em minha vida? Se colocássemos as mesmíssimas opções e ações em outra pessoa será que ela seria como eu?

Talvez se tornaria uma pessoa que tomou as mesmas decisões que eu, mas não seria eu. Afinal a vida deste indivíduo não teria lhe proporcionado as mesmíssimas vivências que tive o que faria ele tomar outras opções e decisões. Em outra época ou local eu provavelmente tomaria outras ações e será que isso iria mudar o que eu sou hoje? Inconclusivo...

Quem sou eu?

Neste ponto percebo que o racional é um dispositivo relativamente independente da vontade. Ele realmente não sou eu, já que depois de todas essas perguntas tive como resposta: vazio. É como se fosse uma resposta birrenta do estilo: "Já que não é nada disso, então não é nada". Apesar do mal-humor do racional ele me deu uma pista interessante. Dizemos que o copo está vazio quando na realidade está cheio de uma matéria diferente daquela na qual consideramos cheio (água, suco, etc) mas está cheio de algo mais sutil: ar. Indicando assim que quem sou eu é algo mais sutil que materia, ego, profissão, nome, etc.

Quem sou eu?

As ciusas complicaram, pois tenho percepções visuais difíceis de explicar. Uma sequência de esferas ligadas como um colar de pérolas depois um retrato de um corpo revestido por pontos brilhantes.

Depois que faço a pergunta, procuro não racionalizar se é certo, errado, imaginação ou realidade. Basta-me observar o que aparece depois da pergunta.

"Me apaixona em ti não somente a beleza, a forma, o ser... mas principalmente o brilho em seus olhos"

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